A versão 2.0 do projeto Newspaper
Next, organizada pelo Instituto de
Imprensa Norte-Americano, tem uma
certeza: ou os jornais se adaptam ao
mundo online ou quebrarão. E a razão é
simples: não haverá investimento em
publicidade para quem não se mexer
rapidamente.
O relatório é uma espécie de guia de
sobrevivência para sair dessa sinuca de
bico. Conheça abaixo os detalhes do
projeto. A versão original, em inglês,
está disponível para download (em PDF)
no
site da organização.
Premissa
O estudo se apóia em conceitos de
marketing para pregar que as
empresas que editam jornais devem se
adequar àquilo que a sociedade da
era digital necessita e espera. Não
é à toa que o terceiro — e
conclusivo — capítulo do é
intitulado Maximizing Online
Revenue (Maximizando as Receitas
Online).
Caindo
Principal fonte de receita, a venda
de espaços publicitários está em
queda livre nos impressos. Em 1990,
os jornais chegavam às bancas com
25% dos investimentos em mídia
nacional. Hoje respondem por menos
de 17% do ad share
(participação nas receitas obtidas
com venda de anúncios).
Subindo
A internet respondia por
3% até 2004. Hoje está perto dos 8%
e já trava empate técnico com a TV a
cabo e o rádio. Crescimento similar
ao da internet só foi registrado na
história dos Estados Unidos no
início dos anos 50, quando a
televisão saltou do nada para a casa
dos 15% em menos de 10 anos.
Saída
A proposta é encontrar nichos de
mercado e desenvolver produtos e
serviços online, como jornais,
guias, redes sociais, comunitárias e
projetos wiki (como a
Wikipédia) para novos públicos,
principalmente os não-leitores.
Ferramentas
O guia sugere foco em comunidades,
interação, debates e formação de
redes de interesses comuns a partir
de formatos e canais eficazes, com
preços variados para atender classes
sociais diversas.
Aplicação
Cerca de 4 mil executivos e gerentes
de jornais foram treinados em
workshops no projeto para usarem as
ferramentas, conceitos e processos
propostos no estudo. O relatório em
inglês funciona como um guia,
baseado nos mesmos conceitos dos
treinamentos.
Estudos
de caso
Mesmo sem a presença de
gigantes como o New York Times,
os 24 estudos de caso conseguem
mostrar com eficácia o processo de
organização e de financiamento de
novos produtos, todos desenvolvidos
durante a pesquisa. A apresentação
de cada case é composta de:
público-alvo, clientes corporativos,
pesquisa, financiamento, indicadores
e lições aprendidas.